Rede Social: de relacionamentos, de contatos e de amigos?
Deixar ComentárioPara uma web do passado, em que a informação era transmitida em um modelo unilateral, o usuário era um simples receptor de conteúdo. Não muito tempo, alguns sites aprenderam que se o usuário participasse ativamente da elaboração do conteúdo, ganhava-se no na satisfação e volume de acessos.
Surge então uma rede de serviços em que vários usuários compartilham não só conhecimento mas suas próprias vidas (sejam elas reais ou imáginárias), essa foi uma das pontas que impulsionou uma nova tendência de sites colaborativos. A rede social, como é chamada hoje, se popularizou de tal forma que a busca pela incorporação de sua filosofia em qualquer nicho da web se fez necessário. Seguir tendências é sobreviver em meio a tanta concorrência. Sites de notícias, jogos, conhecimento e tantos outros possuem quase que obrigatoriamente um pouco do que “essa web” trouxe à internet.

Como foco da rede social, gostaria de apontar alguns momentos em que, creio eu, a rede social sofreu suas transformações. Acredito haver uma distinção nesses sites quanto a serviços de relacionamento, de amigos, de contatos ou altamente sociais, englobando o três. A separação pode ser precipitada, mas ganha realidade quando comparamos alguns serviços.
A poucos anos os sites de relacionamento gozavam de popularidade como agora são as grandes serviços colaborativos. Havia publicidade em toda parte, da qual a AOL e MSN eram os portais que divulgavam alguns desses serviços que de regra eram voltados ao encontro de pessoas pela internet. A exemplo disso, o Match.com vem dessa linha e até hoje goza de um grande espaço entre as redes de relacionamento.
Outro grande portal, o ICQ, possuia um serviço semelhante, mas com uma linha mais voltada à colaboração entre os contatos do que simplismente a interação entre seus perfis. No ICQ tínhamos uma seção em que cada usuário montava uma página online própria, era um espaço para seu perfil pessoal e profissional. Para isso, o ICQ oferecia suporte como templates personalizados, possibilidade de carregamento de arquivos, ícones, fotos e imagem. Embora sua capacidade de customização ainda era simples, a sua estrutura fazia jus a um MySpace da época. O serviço possuia um roll de recursos que permitia lincar a páginas com outros usuários. Um exemplo era o encaixe de códigos html que possibilitava visualizar um contato online ou offline. A cinco anos atrás isso já era um grande avanço. Nascia uma rede de amigos.
No Orkut temos uma plataforma que hierarquiza os contatos de cada usuário segundo uma porcentágem definida para cada perfil; nele encontramos alguns recursos que separa os usuários segundo pontos de relacionamento, é aqui que cada perfil pode ser visualizado e apreciado pelos demais usuários. Funções como paquera, preferidos, gatos e gatas fazem da sua plataforma um site para encontros segundo interesses comuns. A exemplo, quando dois usuários simultaneamente definem a função paquera, uma carta é enviada a eles para que se inicie um relacionamento. As funções são taxativas e definem seus participantes segundo a interação que se pretende com cada usuário.
No Facebook encontramos um plataforma que não se atém tanto a estes requesitos de determinação de amigos. Eu o chamaria apenas de uma rede de amigos se o seu alcance não fosse maior: a sua plataforma, aplicativos integrados, grupos, blogs e vídeos transcendem os limites da amizade no alcance de contatos não só de familiares ou amigos, mas profissionais. Sua interface possibilita isso, sua extrutura, não na mesma linha do que foi dito quanto ao Orkut, complementa os seus limites.
A rede social vai além da interação entre contatos. Hoje encontramos diversos sites que a utilizam e dão forma à uma internet dinâmica e interativa. Profissionais de todo nível montam suas redes e as utilizam para trocar experiências, conhecimento e oportunidades; nosso Via6 trabalha nessa linha, mas vem crescendo no formato social enquanto ganha atualizações e mais espaço à liberdade colaborativa entre suas seções.
Embora possuem características próprias, são todas sociais, por ter no seu aspecto a troca de informação e a relevância participativa de cada usuários nesse nível de interação. Acredito que as peculiaridades de cada serviço determina a sua escolha pelos usuários web, delimitando e agregando pessoas com o mesmo interesse. É claro que essa separação das redes sociais não define se uma rede é melhor ou pior do que outra, mas sim a sua escolha.
A gigante de buscas Google vem soltando informações de que sua nova rede social traria um link entre as diversas redes. No SocialStream teriamos uma comunicação entre plataformas. A sua conseqüência é uma integração de interesses, ou melhor, uma complementar do usuário web ao definir seu serviço segundo seu interesse principal, mas se comunicando com outra rede de serviços com contatos em comum. Aqui, a web encontraria o que temos do lado de fora do monitor, são ilhas de interesses que se intercomunicam, grupos de usuários que se ligam a outros grupos formando uma realidade social.
É a web imitando a vida!
Artigos Relacionados:
- Good Reads: rede de contatos para leitura GoodReads é especial. É um espaço onde os escritores podem...
- Wallop, a rede de amigos da Microsoft A Microsoft demorou mas descobriu que investir em projetos que...
- Amiguinhos: uma rede de amigos de Portugual Amiguinhos é uma rede de amigos de Portugal para encontrar...

Belo ensaio, Calebe. Estejamos atentos: redes sociais não são hypes, são um dos traços da evolução natural da internet. Novos formatos ainda surgirão… Abraço!
opaaa..mt bom o seu blog, gostei mesmo. otimos textos e logo num assunto q eu adoro, informatica heheeh..sucesso parceiro
[]s
muito bom pq cm esses blogs a gente consegue se adapitar cm a realidade da vida!
e aprender muito mais com as ajudas das pessoas também é bom por causa que a gente as vezes fica sabendo de coisas q vc nunca viu falar.