DataPortability: Compartilhar-Restringir, Conectar-Misturar
Deixar ComentárioHá um movimento entre as gigantes “atuais” da web em volta de uma evolução no modo como se faz a conexão de dados entre as redes sociais; talvez não somente uma mudança mas a própria elaboração dessa “conecção” nos moldes de uma web repensada, aberta, livre e, à necessidade, privativa.
Uma vertente tem sido a porta para essa possibilidade; uma adesão responsável das grandes corporações ao conceito DataPortability tem consolidado tecnologias que possibilitaram um modelo social da web mais inteligente e integrada.
Redes Sociais (a chamada Social Netwoking), sites de conteúdo (diggs-like, twitter, Facebook, blogs), grandes portais de midia ente tantos outros terão uma convergência de dados privativos dos usuários ao passo de um controle mais seguro das informações, do acesso, da integração e da “liberdade de escolha” na internet;
Uma das mais fiéis publicações, nesse sentido com um olhar próprio, é a do amigo Gilberto Jr, no título dataportability.org | finalmente uma ação para abrir o grafo social;
A própria Google, captando essa tendência com primazia, (“que de fato é um dos seus talentos”), já lançou mão na perspectiva de “padronizar” uma tecnologia que segue a linha da integração, embora não seja especificamente essa abertura de que estamos falando aqui, ela se mostra pela vertente que tem direcionado os desenvolvedores web para uma padronização dos conceitos estruturais da web. Seu nome é OpenSocial
Muito se tem produzido como tentativa de elaborar um conceito para essa tendência, não vejo, a momento, uma definição melhor do que o título elaborado por Michael Pick, Senior Tech Editor na Master New Media, ao produzir um vídeo, provido no Vimeo, a pedido do grupo responsável pela DataPortability
DataPortability – Connect, Control, Share, Remix – (Conecte, Controle, Compartilhe, “Misture”)
Caso não consiga ver o vídeo, em caso de leitor de feed, acesse este artigo pelo blog
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Bom, no meu pouco inglês, e acrescentando algumas expressões, a tradução fica assim:
Quando você acessa o Facebook, Gmail, Twitter, YouTube, del.icio.us, depois no LinkedIn, Wordpress, Ustream, Utterz, Jaiku; isso tudo de manhã, depois você ainda precisa “fazer a manutenção da sua conta”; imagine criar um perfil, depois outro e mais outro, adicionar os dados dos contatos, adicionar mais amigos a cada uma delas (e novamente e novamente), adicionar os seus contatos, detalhes e amigos; percebe? Excelente, já se passou metade da sua vida com tudo isso. E agora? vamos adicionar mais conteúdo, subir suas fotos, avatares, vídeos e música, mas imagine fazer o mesmo novamente, novamente, sempre e sempre à cada rede social. Resultado Final: “fadiga digital, e ainda com seus dados nas mãos de outros!”
Agora, a mudança; o grupo de trabalho DataPortability reúne um sistema de ficheiros distribuídos para dados. Reune padrões diferentes em um modelo, a DataPortability significa a criação de uma Web de acesso livre, totalmente sob o seu controle e privacidade. E daí? O que isso significa? Uma Web livre, aberta, “convergente” (Remixable) onde a sua identidade, contatos, relacionamentos, detalhes pessoais e conteúdo esteja “onde você escolher, onde você estiver”. Junte-se agora mesmo a algumas das maiores empresas do mundo na discussão em dataportability.org”
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Ora, ao passo da sua aceitabilidade pelos “donos da web”, a perspectiva da DataPortability trará uma inserção, “quase obrigatória“, no desenvolvimento e reformulação de portais, redes e toda a web-midia, quem não se aderir estará seguindo um caminho oposto da grande aceitabilidade do que venha a ser a internet daqui a alguns anos.
Nesse sentido, acredito que a sua política está em um campo cada vez mais convergente do controle de tendências, um campo que se dá na linha de “quem dita as novas regras são as corporações de maior alcance entre os usuários” (Google & Cia) (Bem, mas isso nunca foi novidade)
Vejo nesse “seguimento web” que o maior impacto do seu conceito será a liberdade do usuário frente aos limites das redes e a sua conseqüente segurança dos dados e informações disponíveis em toda a web, que no momento encontra-se no controle dos serviços dos quais estamos inseridos;
ou melhor, o usuário poderá acessar “as redes de conteúdo”, usufruir dos seus serviços, manter contatos ao passo do “próprio” controle de dados do perfil, o que permitirá ao usuário escolher o que, ou o quanto, ou como os seu dados pessoais serão divulgados
É claro que o modelo Data Portability não se resume à segurança da informação pessoal em serviços web, visto que o roll de tecnologias não se engessa apenas na divulgação de dados.
Você já pensou que “toda e qualquer rede social que surge” possui no seu conceito o compartilhamento; bom, o DataPortability interoperabilidade de conceitos da web 2.0: Compartilhar-Restringir, Conectar-Misturar.
Ora, ao passo que você tem ferramentas-web que possibilitam o compartilhamento de dados, você possui um controle expressivo dos mesmos, a sua experiência segue a linha de que você é único, com laços entre amigos, mas com o controle até os limites almejados. Ainda assim, conectar aos serviços web e fugir da obrigatoriedade de um serviço apenas porque a maioria dos seus amigos o utiliza.
A poucos dias “fiquei surpreso” ao entrar no banco de imagens do Live Search e ter minha foto, cadastrada no Via6 exposta. Algum problema quanto a isso? Bem, talvez não, mas é algo que não estava sobre o meu controle, muito menos em meus planos. Se eu gosto ou não, não é essa a questão, talvez eu não me importe, mas “pergunte a “milhares de outros usuários” se eles aprovariam?
Esta semana me chamou a atenção pelo fato das redes brasileiras não se movimentarem a favor dessa tendência, ao menos, (se estou precipitado nas palavras) o movimento dos desenvolvedores brasileiros (e seu patrocinadores) tem sido ou muito tímido ou se dado apenas nos bastidores.
Ao entrar pela primeira vez no Brasigo, uma nova rede social brasileira, fiquei entusiasmado com a inserção de tecnologias que fazem parte desse conceito, a exemplo, o OpenID, talvez seja um começo!
Espero que gostem do texto, abraços
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Desculpa mas “conecção” não se escreve com “x”, tipo “conexão”
Opa Willie: Corrigido!
[...] para isso, que a padronização de uso de tecnologias, com temos visto em políticas de uso como o DataPortability, deveria ser uma “escolha-obrigatória” para os serviços com portabilidade para um [...]
[...] dos dados, e trazer alguma praticidade e simplificação para desenvolvedores e usuários. O que alguns não perceberam é que a diminuição do número de bancos de dados, ainda não dá ao usuário a [...]